Sei a morada do medo: vem de tudo o que não podemos controlar. Não será propriamente uma novidade mas tendo-o escrito ajuda-me a percebe-lo melhor.
E o que é que não controlamos? Em primeiro lugar a reacção dos outros e é aí que vou procurar centrar-me.
Chamo timidez à forma mais "leve" de temer a reacção dos outros. Ansiedade social como uma forma mais pesada.
Devido essencialmente ao desenvolvimento tecnológico actualmente a interacção social está fragilizada, perdida e é alvo de muitas interrogações.
Ao comunicarmos mais com prejuízo do convívio, a fronteira entre o que somos e o que parecemos torna-se mais visível e ao mesmo tempo mais obscura; na realidade não temos grande controlo sobre isso. Não será primordial que queiramos primeiro que tudo controlar quem somos? Sem controlarmos quem somos e muito menos os outros (leia-se: sem sabermos quem somos e muito menos quem são os outros) deixamos-nos paralisar pelo medo.
Constato assim que estamos mais medrosos e inseguros nas nossas interacções com os outros. Apenas sei que o medo, como tudo, quando ultrapassa o limite da razoabilidade é perigoso. Começa por ser paralisante até tornar as pessoas inactivas.
O meu lema é: é preferível morrer a viver com medo. Quero com isto dizer que temos de enfrentar todos os nossos medos porque não fazê-lo é uma morte lenta e eu não quero morrer cedo.