sábado, 22 de março de 2014

ILITERACIA É UM CASO SÉRIO

A capacidade de intervirmos no mundo e colocarmos em prática o senso crítico que nos é inerente é correlacional à capacidade de o interpretarmos e entendermos.

Ora se com o avolumar de informação que nos chega diariamente não conseguimos arrumar em prateleiras aquele que já é ou deveria ser o nosso conhecimento adquirido estamos perante um caso sério: um caso sério de dificuldade em exercer a nossa cidadania e participação democrática conduzindo à inércia e passividade social.

Os jornalistas desempenham um papel fundamental a "arrumar" a informação e torná-la mais acessível mas cabe sobretudo a cada um de nós a responsabilidade de estarmos informados e questionarmos sem medo quando não percebemos determinado assunto.

A educação nas escolas tem feito muito pouco, no meu entender, para incentivar os jovens a serem mais curiosos na aprendizagem do que há para além do que vem nos livros. É evidente que não estou a descurar o papel das escolas nem daquilo que ensinam, mas a realidade mostra que não é suficiente.

Repito: o combate à iliteracia é "tpc" de cada um, mas como mostram estudos e nos apercebemos no dia-a-dia algo está a correr muito mal e a culpa, se faz sentido apontar culpados, não é só do ignorante do nosso vizinho. Para mim indica que é preciso fazer mais para "descodificar" a informação que nos chega como conseguem, com memorável eficácia, alguns "profissionais do humor".

Encontrar outras formas de construirmos uma sociedade civil com mais conhecimento, com mais facilidade para entendê-lo e assim desenvolver um senso crítico com propriedade é uma tarefa para a qual todos podemos e devemos contribuir para o incremento da democracia numa base mais sólida.



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